Entrevista INDICA(som)

Badulaque.

Março 5, 2015

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Conheci eles em 2014 na Glocal. Me apaixonei por suas vozes, eles são o casal do tipo: sorte no amor, sorte na música. Fiquei ouvindo pelo Soundcloud pra conhecer mais e me apaixonei ainda mais e apresentei pra outros amigos.  Tive a oportunidade de conversar um pouco com eles esses tempos, são uns lindos, simples, simpáticos e cheios de amor. Transpiram poesia! Adoro a forma que harmonizam as músicas e a levada de cada música deles.

Nessa semana vi eles tocando de novo na Glocal e posso dizer: foi incrível. A Tatá com sua voz doce e todo seu gingadinho fofo e o Leandro que toca violão que é uma beleza e tem uma voz encantadora também.

Ouvi pela segunda vez uma música exclusiva, do novo cd, a música “Só” que é um tapa na cara da sociedade e super reflexiva. Também ouvi a música “Transição” que é fantástica, é daquele tipo que você junta as peças do quebra cabeça com a sua vida e dá aquele nó na garganta e chega a arrepiar de tão bela. Letra e música! Coisa linda. Ouvi dizer que esse ano sai vídeo dela, ein?

Olha só as perguntas que fiz pra eles:

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– Quem é a Badulaque?
É uma consequência. Uma extensão da vida que a gente leva nesse coletivo de dois. Um jeitinho nosso de olhar para o mundo. Uma banda de Música Popular Brasileira Contemporânea.

– Como vocês decidiram se juntar na música e como foi todo esse processo?
Sempre estivemos juntos, foi a música quem se juntou a nós!

Tudo aconteceu dentro de casa. Enquanto um lavava a louça e cantarolava na cozinha, o outro, na sala, escrevia frases soltas no celular, sem projeção, sem alvo, sem segundas intenções. Nunca tivemos a pretensão de gravar um disco ou sair tocando por aí, até o dia em que um e outro amigo começaram a “botar pilha” e nos incentivar bastante. Foi então que percebemos a possibilidade de juntos sonharmos com um projeto musical. A partir daí surgiram algumas oportunidades. Uma delas, se não a mais importante foi ter participado da gravação do CD de King’s Kids, com a música “Carrossel”. A repercussão dessa música foi a ponte que nos conduziu a gravação do nosso primeiro CD. Tudo muito rápido! Então decidimos que aquela seria a boa hora de projetar algo mais sério, que se transformou no Badulaque.

– A música sempre esteve presente nas suas vidas? Como foi esse envolvimento com ela?
Leandro – Não consigo dizer, exatamente, em que momento a música entrou de forma efetiva na minha vida, quando me lembro de mim, ela já estava lá. Sempre tive aquela inclinação natural pra audição musical, já me percebia desde pequeno ouvindo muita música com atenção, decorando as letras, cantando as melodias e imitando os artistas que mais gostava.

Tatá – Desde sempre a música esteve nos meus dias! Minha mãe sempre cantou e por isso foi minha maior influência. Toda a minha infância se passou em ensaios na igreja. Participei de muitos corais e teatros infantis!

– Me fala um pouco sobre as influências de vocês, o que vocês ouvem e fazem pra alimentar a criatividade?
Nós ouvimos mesmo de tudo. Por prazer ou por trabalho, nós acabamos prestando atenção no que estão fazendo por aí, tanto que acaba se tornando um hábito. No momento temos escutado bastante musica brasileira alternativa, dessas que encontramos na internet.

– A maior parte das músicas de vocês são voz e violão, vocês pretendem manter esse estilo (lindo)?
A tendência tem sido cada vez mais criar sonoridades mais ricas e elaboradas, sem perder essa característica do violão estando à frente. Não pretendemos mudar o que fizemos no primeiro disco, mas queremos incluir outros elementos, outros sons, deixar o projeto mais interessante.

– E pra esse ano de 2015, vai vir novidade né? Contem alguma coisa pra gente.
Esse é um ano de muito trabalho pra gente, não só com o Badulaque, mas em outros projetos também. Pretendemos, no mínimo, finalizar toda parte de pré-produção do segundo disco até o final do ano, para que em 2016 possamos entrar em Studio e se Deus quiser lançar o novo disco.

– Além da banda, vocês tocam alguns outros projetos, né? Podem falar um pouco deles?
Sim. Atualmente colaboramos com outros dois projetos. Um deles é o COLETIVObeta. É um coletivo que abre espaço para pessoas que querem dialogar, conviver e viver uma espiritualidade cristã criativa e comprometida com a vida humana. O outro se chama GATEWAY BRASIL. E uma plataforma para linkar projetos e iniciativas locais a organizações e equipes internacionais, focando o estabelecimento de valores e princípios cristão.

– O que e quem vocês esperam que a música de vocês alcance?
Queremos fazer música para o povo brasileiro, independente da crença. Queremos cantar para que todos ouçam e sejam conduzidos a um lugar de beleza sem legendas. Que essa beleza se relacione intimamente com a vida que a gente vive, e que crie pontes, conecte e conduza a esperança.

– Se vocês pudessem dar algum conselho pra quem está começando e quer viver de música. O que seria?
Seja criativo. Viver de música é um grande desafio, principalmente no nosso país. Não se renda a tendência e nem aquilo que a indústria propõe. Seja honesto com a sua arte e com aquilo que acredita. Use todos os meios que estão ao seu alcance. Não tenha vergonha, dê as caras. No final de tudo, se a grana for pouca, você estará feliz, pois viver de música é um privilégio.

– Qual música vocês não conseguem parar de cantarolar por esses tempos?
O Sonho – 5 a seco

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