Entrevista INDICA(som)

Daniel Caldeira.

Março 12, 2015

O chiado do sotaque não nega, ele é carioca. Conheci esses cachinhos pelo Soundcloud, caminhando pelos streams alheios do Crombie e companhia. Me apaixonei pelo violãozinho, voz e pelas letras que não saíam da cabeça, principalmente a da Espelho Infinito“o amor não é de ir, é de ficar!” .

Nessa última sexta, saiu o disco novo (CLICA AQUI PRA OUVIR!) com uma proposta muito bacana. Tem mais guitarrinhas e sintetizadores e as letras são cheias de poesia. Eu gostei muito! E foi muito lindo também saber mais sobre o disco pelas palavras do próprio pai de “Pronto pro mundo”. Você sabia que ele passou 3 meses na Europa e de lá mandava as músicas pro produtor aqui no Brasil já ir trabalhando? E quando voltou, morou uma semana na casa do produtor pra trabalharem no disco. (isso que é amigo e produtor, ein? Aguentar o cara em casa durante uma semana, brincadeira!)

“Esse disco é sobre ser gente. Sobre errar, experimentar, não saber. Nada melhor do que você mesmo exposto pra ilustrar todas essas coisas, né? É sobre o fim do método, também e sobre dragões!


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– Quem é o Daniel Caldeira?
Eu sonho demais. Então eu acho que isso me faz sonhador, né? Pra além disso a gente perde a conta. Hahaha

– A música sempre fez parte de você? Como foi seu envolvimento com ela?
Desde moleque. Eu via o pessoal tocando e queria tocar igual. Comecei no teclado, mas fui parar mesmo no violão.

– Fala um pouco sobre suas influências, o que o Dani ouve?
No meu celular tem: Sufjan Stevens, Wilco, Bon Iver, Real Estate, Phoenix e Radiohead. Todos esses sons me fazem bem, falam comigo demais.

– De música brasileira, o que recomenda pro pessoal?
Gilberto Gil. Os primeiros discos são lindos de viver. Acho Gil um artista muito admirável. Outras coisas brasileiras que já me acompanharam em alguma fase da vida também: Ed Motta, Djavan, Tom Zé, Mutantes…

– Vamos falar de coisa boa? Vamos falar do novo disco, “Pronto pro mundo”. o/
Gostei demais do disco com as guitarrinhas, sintetizadores e as ‘paradinhas’ nas músicas. E toda essa história de dragão, do branco e preto, papel craft, conversou bastante com as músicas, muito bacana! Mas conta um pouco pra gente como foram construídas essas ideias e qual a proposta do novo disco.
A ideia do disco começou quando eu tirei três meses pra ir pra Europa, conhecer, escapar, e aproveitar pra visitar grandes amigos que estão morando lá. Fiz algumas pré-produções lá e já ia mandando pro Daniel Barreto, que é um dos produtores desse disco. Quando voltei, um tempo depois, morei uma semana na casa dele enquanto a gente trabalhava intensamente pra fazer o disco acontecer.

Esse disco é sobre ser gente. Sobre errar, experimentar, não saber. Nada melhor do que você mesmo exposto pra ilustrar todas essas coisas, né? É sobre o fim do método, também. A gente engessa o mundo e se preocupa pouco em saber como nós mesmos funcionamos, sobre o que é um valor que diz respeito – e respeita – nosso corpo, nossa saúde. Eu tenho uns métodos esquisitos, pra fazer as coisas. As vezes é uma coisa totalmente não-prática, mas é o jeito que me diz respeito. Esse disco é sobre isso, também. E sobre dragões.

– Qual é a sua queridinha do disco?
Moldura. Hahaha

– Se o “Pronto pro mundo” fosse um sentimento, qual seria?
Um misto de medo e coragem.

– Gosto muito das suas letras, dos jogos de palavras, de como você fala sobre a vida e faz poesia. (Achei bacana olhar de cara pras músicas do novo disco e ver aonde elas foram escritas e quando) Você sempre escreveu? De onde vem seus insights pra escrever? Fala um pouco pra gente.
É muito inspirativo. E é sempre na ausência de papel. As vezes eu mastigo uma ideia e um conceito por meses até o dia em que eu sento e faço uma música. Muitas das canções do disco nasceram assim. Tem um dia que eu decido que a coisa tá mais madura e eu sento com o violão e toco até decorar a música. Depois é só ajuste fino. Essa coisa de saber onde a música foi feita é legal porque, junto com as datas, cria uma narratividade pro disco. Ficam mais delineados os sentimentos.

– Se você pudesse dar algum conselho pra galera que quer viver de música, qual seria?
Trabalho pesado e vontade.

– Qual música você não consegue parar de cantarolar nos últimos dias?
Uma do disco novo do Gui (Guilherme Scardini). Só que o disco não saiu ainda… O pessoal vai ter que esperar! Hahaha

dani
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