Entrevista INDICA(som)

Filipe Flakes

Março 26, 2015

Parece que o INDICA(SOM) atrai cachinhos, né? Lhes apresento mais um cachinho de voz linda junto com o Subverso Coletivo, que é sua banda! 🙂 Há pouco tempo saiu o novo trabalho deles: ‘O que importa’, tem donwload gratuito aqui. O disco ficou massa, uma bela mistura da nossa brasilidade com letras cheias de críticas à sociedade e cheias de filosofia.

Ah! Você sabia que o Flakes também é palhaço e mágico? Quanto talento num cara só né? Dá uma olhada nas perguntas que fiz pra ele aqui ó:

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– Quem é o Filipe Flakes?
Filipe Flakes é um cara comum, inquieto, insone e que ama a arte e tenta se expressar através dela, independente da linguagem.


– Vi que o novo disco foi feito em parceria com o Subverso Coletivo, conta um pouco pra gente dessa parceria?

Sim, na verdade o Subverso Coletivo é mais do que só a banda que me acompanha, somos todos nós. Eu, Caio, Raphael e VG tocamos juntos há alguns anos, mesmo quando o projeto carregava só o meu nome. Depois o Breno, que já fazia parte da nossa equipe técnica, assumiu a bateria e decidimos batizar a nova fase como “Filipe Flakes e o Subverso Coletivo”.


– Gostei bastante das críticas à sociedade e da filosofia nas suas letras. Me diz, as letras são suas, são feitas colaborativamente?

As letras do CD “O que importa” foram compostas por mim e pelo guitarrista, Felipe VG.


– Conta pra gente um pouco da Flakes Produções. Como ela surgiu e o que vocês fazem.

A Flakes Produções é o escritório que cuida da agenda e carreira do meu trabalho circense, musical (ao lado do Subverso Coletivo), e de outros artistas como os mágicos Iago Alencar e Tiago Pamplona, a Orquestra Palhaçal e o músico Davi Rodé. Além disso, ela também assina algumas produções locais.


– Você é de Fortaleza né? Aqui em SP a gente vê esse crescimento de bandas independentes e a arte tomando cada vez mais conta das pessoas e lugares. Como é que é a cena artística em Fortaleza?

Na verdade sou de Bauru-SP, mas moro em Fortaleza-CE há muito tempo. Aqui também temos visto um crescimento muito bom da cena independente e autoral. Ainda lutamos muito com os espaços pra tocar, que são um pouco restritos. Mas aos poucos o cenário vai se criando e se expandindo.


– Pelo jeito a arte sempre esteve presente na sua vida né? Mas quando você começou a se envolver e dedicar-se mais à música mesmo?

Sim, desde criança meus brinquedos eram instrumentos e eu sempre acreditei que viveria disso. A música foi o meu primeiro envolvimento direto com a arte, em 1996, quando comecei a estudar violão. Em 2003 eu comecei a me dedicar profissionalmente à música em tempo integral, e em 2008 me envolvi com a linguagem circense, mais especificamente com a mágica e o palhaço.


– Me fala um pouco sobre suas influências, o que você ouve?

Escuto de tudo um pouco. Do Brega ao Thrash Metal. Hehe Mas hoje em dia tenho escutado muito a nova música brasileira.


– De música brasileira, o que recomenda pra galera?

Como falei na pergunta anterior, eu recomendaria um pouco dessa nova música brasileira e alguns que pra mim são referência: Moska, Dani Black, Chico César, 5 a Seco, Apanhador Só, Leandro Léo, Lenine…

Também indicaria alguns colegas que tem feito um ótimo trabalho: Daniel Caldeira (RJ), Bento (SP), Felipe de Paula (CE), Davi Rodé (CE), Israel Costa (PI), Lorena Chaves (MG)…


– E pra esse ano de 2015, quais são as expectativas com o novo disco e projetos pelo caminho?

As melhores possíveis. Lançamos o álbum na Livraria Cultura em Janeiro, ele está pra download gratuito no site e estamos nos preparando pra dar o ‘start’ da turnê “O que Importa”. Esperamos em breve chegar aí em SP. 🙂


– Se você pudesse dar algum conselho pra quem está começando e quer viver de música. O que seria?

Acredite em você, busque sua verdade e invista tempo. Escolhemos um ofício onde trabalhamos, trabalhamos e, trabalhamos mais um pouco, pra só depois colhermos algo. Mas cada segundo de investimento vale a pena. Eu acredito muito que minha missão na Terra é tocar o outro através da arte. Deixar de fazer isso é negar meu maior motivo de existência.


– Qual música você não consegue tirar da cabeça por esses tempos?

Soneto do teu corpo, do Moska e Leoni.

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Pra acompanhar o Filipe Flakes e o Subverso Coletivo
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