Entrevista INDICA(som)

Marrakitá

julho 3, 2015

Conheci Marrakitá pelo Café com Prosa, que é um evento musical que rola sempre em Vitória e desde lá não consegui parar de ouvir! Eles são uma banda jovem, tanto a banda em si quanto os integrantes e fazem um som muito gostoso de se ouvir e com letras muito bonitas e às vezes intrigantes. Gosto demais das guitarrinhas e da levada que eles colocam em cada música. Adorei a entrevista com eles, o jeito leve que eles levam a vida e a música, achei bonito a forma que encaram as coisas, a vida como uma caminhada e toda espontaneidade deles juntos.

Ah! Deve sair em agosto agora, o disco novo: Coisas Selvagens e vou te dizer que estou curiosa, viu? Junto vai vir clipe e o que me deixou com a pulga atrás da orelha: um documentário com o processo de gravação. 🙂 Bacana, né? JP, Marquinho e Carlinhos, eles são Marrakitá. Aliás, sabe da onde veio esse nome? A mãe do Carlinhos é filipina, contudo, a única coisa que ele sabia falar no idioma do país é “Mahal Kita” (não sei se é assim que se escreve). Essa expressão significa eu te amo. Gostamos do som e demos uma abrasileirada nele e na escrita e virou Marrakitá.”  Vem aqui ler a entrevista inteira com essa banda que é muito amor:

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– Gente! Como vocês se encontraram na vida e souberam que desse encontro sairia tanta ginga boa?
João Pedro – Eu (JP) e o Marquinhos não nos conhecíamos, mas tínhamos alguns amigos em comum e esse pessoal sempre comentava com um e com outro que devíamos nos encontrar pra tocar, que nos daríamos bem musicalmente e etc. Um dia, finalmente, o encontro rolou e já nos conhecemos meio que com a intenção de tocar junto. Pegamos contato um do outro e naquela mesma semana nos encontramos pra conversar sobre música. Decidimos então montar a banda. O Carlinhos, por sua vez, conhece o Marquinhos há um tempão e eles já tocavam e tocam em outros projetos juntos também, então já é um entrosamento mais das antigas.


– Fala um pouquinho de cada integrante da banda? Assim, rapidinho, tipo Twitter.

João Pedro – Me chamo João Pedro, nasci em 1993. Além de integrar a Marrakitá, sou cantor e compositor em um projeto com músicos aqui de BSB chamado CineMondatta. Trabalho desde esse ano como produtor musical e estudo Cinema aqui na UnB.
Marquinho – Marcos dos Santos, o mais novo da galera, e mais bonito também. Baterista da Marrakitá e de outros projetos em Brasília. Me transferindo para o curso de licenciatura em música na UnB.
Carlinhos – Eu sou o Carlinhos Alayon. Possuo formação em contabilidade, mas sempre tive a música presente em diversas fases da vida. Acabou que música tem se tornado muito mais do que apenas um hobbie.


– Quero saber das influências que tem na cabeça de vocês, imagino que seja de tudo um pouco. Mas fala pra gente!

Carlinhos Eu sempre tive minha base no rock. Contudo minha maneira de tocar sempre foi influenciada por diversos estilos. Curto bandas de rock como Foo Fighters, mas tenho curtido muito projetos brasileiros como o “Nosso Trio”.
Marquinho – Sempre curti a música brasileira, o que me influenciou muito como músico. Artistas como Djavan, Maria Rita, Lenine, Luis Gonzaga e bandas como Skank, Novos Baianos, Boca Livre fazem parte da minha playlist desde sempre. Ultimamente tenho escutado muita coisa diferente mas cabe aqui os favoritos no momento: Bon Iver, Wynton Marsalis, Snarky Puppy, Ahmad Jamal, Emicida, Selah Sue.
JP – Bom, da minha parte, ultimamente tenho escutado alguns artistas de jazz contemporâneo como o Tigran Hamasyan e o Avishai Cohen. Gosto muito da Bjork e ouvi o último disco do Nate Wood, Another Time, diversas vezes nos últimos meses. Sou muito fã também da música mineira: Milton Nascimento, Toninho Horta, Beto Guedes, Lô Borges. Destaco também Radiohead e The Police. São bandas que admiro muito.

– De música brasileira, o que vocês recomendam pra galera?
Marrakitá – O já citado cancioneiro mineiro é a primeira recomendação. Gostamos muito e somos influenciados pela obra do Gilberto Gil, do Djavan e dos Novos Baianos.


– O primeiro EP de vocês, o “Ao Vivo em Casa” teve uma sacada muito bacana de gravarem um webclipe pra cada música. Amei! E pra esse segundo EP que foi super apoiado no Catarse(aliás, parabéns!) , estão pensando em surpreender o pessoal também?

JP – Obrigado, gente! Ficamos muito felizes que deu tudo certo com o financiamento.
Acreditamos que o segundo vai surpreender mais pelo som, sabe? É o primeiro registro feito em estúdio, portanto, isso já difere do primeiro trabalho que foi inteiramente gravado ao vivo em uma tarde. Há também a mudança natural pela qual nós passamos. Estamos 1 ano mais velhos e vivemos coisas novas, dentro da música, inclusive. Normal que o som mude um pouco. E normal também que a mudança gere surpresa.


– Podem dizer um pouco mais sobre a cara do novo disco e quando é que ele sai?

JP – Bom, o nome do disco novo é “Coisas Selvagens” (Fazendo referência ao livro “Where the wild things are” ou “Onde vivem os monstros”.) e a gente tá indescritivelmente feliz com ele. As músicas foram compostas no ano passado e os arranjos foram concluídos enquanto gravávamos. Podemos dizer que esse disco contêm mais das influências de cada um e do que trazemos individualmente para o conjunto. E deve sair em agosto!


– Gosto muito das letras da Marrakitá, tem algum compositor doidinho que escreve sem parar ou é algo mais colaborativo?

JP – Que legal que você curte! Bom demais saber disso.
Acho que eu seria esse “compositor doidinho”, no caso. (Rsrs)


– Vocês buscam inspiração pra vida aonde?

JP- Um pouco difícil essa pergunta. Mas acho que a caminhada me inspira. A caminhada é o processo. É o fazer e o esperar. O destino, materialmente falando, não me interessa muito, me identifico mais com a caminhada.


– Qual objetivo de vocês com a música e com a Marrakita?

JP – É bom estarmos juntos. A gente curte muito o resultado sonoro ao qual chegamos em conjunto. Então, de certa forma, o objetivo primeiro se cumpre assim: a gente se conhecendo (e reconhecendo também) como artistas no que temos produzido. Agora, com relação a objetivos externos que incluam outras pessoas, procuramos não traçá-los. Acho que se entramos nessa de querer fazer coisas pra gerar determinados efeitos em um possível público, deixamos de ser espontâneos com o que estamos nos propondo a fazer. Em outro âmbito, nosso objetivo é transformar a Marrakitá no emprego principal da gente.


– Tenho visto que estão sempre aqui e ali cheios de shows, estão trabalhando em algum projeto novo além do disco?

Marrakitá – Pois é, a gente fica surpreso com a quantidade de shows que temos feito! Para uma banda tão jovem, é muito legal ser convidado para tocar nos lugares e tal. A gente fica super honrado. Com relação a outros projetos: a primeira música do novo disco a ser divulgada virá com um clipe e queremos fazer mais um ou dois desse disco. Nós também documentamos o processo de gravação e vamos divulgar um documentário para a galera que se interessa em saber como que o trabalho é feito. E, além do disco novo, já tem música nova! Vamos tentar gravar e lançar o quanto antes.


– Se vocês pudessem dar algum conselho pra galera que quer viver de música, qual seria?

JP – Acho que é aquela coisa de definir o que quer fazer dentro da música e se preparar. Não sei bem. Talvez seja só isso mesmo. Rsrs.
Carlinhos – Acho que tem que estar feliz com o que você toca, e acredito que a Marrakitá está vivendo essa fase.


– Qual música vocês não conseguem parar de cantarolar nos últimos dias?

Marquinho – “Que mal te fiz eu” do Gustavo Lima e “Lambada de Serpente” Djavan.
Carlinhos – Por incrível que pareça “Conversa” (que estará no disco novo) não sai da cabeça.

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