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Rico Ayade

julho 14, 2015

Ouvi o dono dessa voz linda(com direito à sotaque baiano) pela primeira vez na Glocal, fiquei intrigada e gostei demais das letras cheias de poesia. Depois aos poucos fui descobrindo que ele era além de cantor, ator, compositor e poeta! Um cara cheio de talentos. O disco Distraído é uma mistura brasileira muito da boa, tem até participação de rap. Vem dar uma conferida e faça o DOWNLOAD aqui.

Adoro essas entrevistas no blog porque sempre enxergo um pouquinho mais do coração lindo do pessoal e com o Rico não foi diferente. AMEI! Vem cá acompanhar essa entrevista linda.

ps: dia 17 de julho tem Rico no RJ, maiores informações, no final da entrevista.

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– Conta um pouco desse seu envolvimento com a arte, você é ator, cantor, compositor e o que mais? Como começou a se envolver com tudo isso?
Desde criança sou arteiro. Meus pais tinham barzinho e sempre rolava voz e violão, e eu me metia no palco para cantar com quem quer que estivesse tocando lá, haha, isso com uns 5 anos de idade. Daí fui crescendo e comecei a fazer teatro na igreja e cantar no louvor. Daí o caminho foi seguindo e as coisas foram ficando mais sérias. Fiz teatro profissionalmente e resolvi atender as demandas da arte por inteiro. O que ela me pede, eu faço!


– Fala um pouco de quem é o Rico pra gente?

O Rico é um cara do bem. Apesar de gostar de fazer autoanálise, acho meio estranho fazer autodefinição. Talvez por saber que estou sempre em evolução, crescimento e que não sou um ponto final, mas uma grande reticência.


– Quando você começou a compor?

Desde pequeno. Acho que minha primeira música eu fiz com uns 8 anos. Eu já escrevia poemas nessa época e já cantava também.


– Você tem uma ligação maior como ator, como músico, como compositor ou escritor?

Minha maior ligação é com a arte. A arte não se limita em um aspecto apenas. Ela é tudo. E eu me considero apenas um instrumento, um operário mesmo, desses que usam macacão e se sujam inteiro no trabalho. A obra que ela me designa, eu faço. Sou “pau pra toda obra”, literalmente (risos).


– Qual das suas músicas é a mais queridinha por você?

Aí cê me complica, haha. Eu tenho diversos momentos e canções queridinhas de cada momento. Mas uma que eu gosto muito é A Onda… e tem algumas novas agora que estou apaixonado, Quintal de Deus, Cais e Atravesso, são algumas delas.


– Você também toca algum instrumento?

Eu sempre preferi me dedicar mais a interpretação da música. Por isso foquei no meu melhor instrumento, a voz. Então eu prefiro dizer que não toco, assim ninguém me pede pra “tocar Raul” (risos).


– O que você pretende com a sua música?

Pretendo servir. Levar uma mensagem bonita e de esperança às pessoas. Se eu conseguir arrancar um sorriso ou despertar um sentimento bonito no coração de alguém, já estou satisfeito.


– Aonde você costuma buscar inspiração pra sua arte? Pensando agora em SP, a cidade te inspira?

Busco inspiração mesmo sem buscar. A gente é um quadro negro, um livro em processo de escrita. Tudo que vejo, ouço, leio, converso, penso, sinto, toco, tudo isso é inspiração. Acaba que não existe uma fórmula. São Paulo é uma cidade maravilhosa, me inspira muito, com certeza!


– Fala das suas influências pra gente? Na música, no teatro, cinema, na vida, em tudo!

São muitas. Minha família é minha maior influência pra tudo. Depois vem Doces Bárbaros, Novos Baianos, Clube da Esquina, Chico, Elomar, Los Hermanos, putz, muita gente, e muito mais brasileiro que gringo. Amo cinema nacional, e também francês, iraniano. Teatro eu amo Nelson Rodrigues, e tem um dramaturgo carioca atual que eu amo que é o Jô Bilac, as peças dele são incríveis. E na vida, a minha maior influência é o Amor, sem ele, nada feito.


– De música brasileira, o que indica pro pessoal ouvir?

Sem dúvida indico Crombie, uma banda que gosto muito e que sempre fala muito comigo. Outra banda que gosto muito é a Scambo, lá da Bahia, os caras são massa! E um outro cara que eu amo muito e que pra mim é um dos maiores compositores brasileiros é o Carlinhos Brown, mas as pessoas só o conhecem pela Timbalada ou pelos Tribalistas. Procurem saber.


– Você é baiano, morou no Rio e finalmente chegou à SP! <3 Como você vê a cena musical em SP comparado aos outros lugares que já passou?

São 3 lugares bem diferente. Na Bahia tem uma cena muito boa mesmo, músicos de qualidade imensurável, que muitas vezes não tem espaço e por conta disso rola um êxodo artístico. No Rio a cena é boa, tem coisa boa acontecendo por lá também. Em São Paulo é onde tudo acontece. A cena paulista é plural demais. Tem espaço para todos os tipos de música e de gente. A riqueza e diversidade ultrapassa!


– Fala um pouco dos seus projetos pra gente ficar por dentro do que o Rico tá fazendo em SP e por aí?

Estamos preparando show novo para agosto, fiquem ligados. Também começando a gravar o disco novo. E além disso, estamos tocando (alguns amigos e eu) todas as terças na Glocal, um evento lindo que rola na Vila Madalena, de graça pra galera.


– Qual música você não consegue tirar da cabeça nos últimos dias?

Centro da Saudade, Carlinhos Brown.

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